MISSÃO

O Pastor João Amilton é membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Palmeira das Missões Ministério de Madureira, onde tem a missão de fazer a diferença no Reino de Deus no Rio Grande do Sul, no Brasil e em outros países do mundo. Os objetivos é de levar s ser um membro das igreja que esta alicerçada na Palavra de Deus, que prima pela salvação das almas, levando o evangelho a toda a criatura e fazendo sempre a vontade de Deus, reconhecendo que o Senhor Jesus Cristo é o Senhor e Salvador de todos, para que os homens sejam servos obedientes e bons despenseiros da multiforme graça do Senhor. Contatos: 55.99998.3905.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Judaísmo x Cristianismo 3

 ESTUDO DE DANIEL 9

 CÁLCULOS EXATOS

OS QUATRO CÂNTICOS DO SERVO EM ISAÍAS

 

 

PARTE 1

DANIEL 9:24–27: SETENTA SEMANAS

ANÁLISE CRONOLÓGICA DETALHADA

 

ESTUDO COMPLETO 3

 

1. O TEXTO BASE

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa... Sabe e entende: desde a saída da palavra para restaurar e edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas; e sessenta e duas semanas... Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será cortado e não terá nada..." — Daniel 9:24–26

Conceito-chave na época: "semana" = período de 7 anos (como o ano sabático — Levítico 25:1–7). Logo:

  • 7 semanas = 49 anos
  • 62 semanas = 434 anos
  • Total = 69 semanas = 483 anos até o Ungido

 

2. CÁLCULO CRISTÃO — DUAS PROPOSTAS PRINCIPAIS

a. Proposta A: Decreto de Artaxerxes a Esdras — 457 a.C.

  • Partida: 7º ano de Artaxerxes I 457 a.C. (Esdras 7:7–26)
  • Contagem: 457 a.C. − 483 anos = 27 d.C.
  • Marco: Início do ministério público de Jesus (batismo)
  • Defensores: tradicionais, adventistas, cálculo baseado em anos solares exatos

b. Proposta B: Decreto de Artaxerxes a Neemias — 444 a.C. (mais famosa)

  • Partida: Nisan (março) de 444 a.C. — Neemias 2:1–8
  • Ano profético: 360 dias (usado em Apocalipse 11:2–3; 12:6)
  • Contagem exata: 483 anos × 360 dias = 173.880 dias
  • Resultado: 1 Nisan 444 a.C. + 173.880 dias = 10 Nisan de 33 d.C. = entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (quando o povo o aceita publicamente como Messias)
  • Defensor clássico: Sir Robert Anderson, O Príncipe que Vem (1894); atualizado por Harold Hoehner (1977) com dados da NASA e tábuas astronômicas persas

Alegação central cristã: A data coincide com a entrada de Jesus em Jerusalém, dias antes de ser "cortado" (crucificado) — exatamente como profetizado.

 

3. RESPOSTA JUDAICA — POR QUE O CÁLCULO NÃO FECHA

a. QUAL DECRETO? — O texto diz "restaurar Jerusalém"

  • Ciro (538 a.C.): autorizou voltar e construir o Templo — NÃO a cidade não serve
  • Dario I (520 a.C.): confirmou obra do Templo NÃO a cidade não serve
  • Artaxerxes a Esdras (457 a.C.): autorizou instituições religiosas, NÃO as ruas e muros
  • Artaxerxes a Neemias (444 a.C.): autorizou muros e ruas — este parece ser o correto

Judeus concordam que o ponto de partida é 444 a.C. — mas o cálculo não fecha!

 

b. A DIFERENÇA DE 10 ANOS — O PROBLEMA DOS CALENDÁRIOS

  • Ano solar real = 365,25 dias
  • Ano profético usado = 360 dias
  • Diferença por ano = 5,25 dias
  • Em 483 anos = 483 × 5,25 = ~2.536 dias = quase 7 anos a mais
  • Somando ajustes de meses e anos zero entre 1 a.C. e 1 d.C. diferença final = 8 a 12 anos

Ou seja: 444 a.C. + 483 anos solares = ~39 d.C., não 30–33 d.C. O "acerto" depende de usar ano de 360 dias — calendário que não existia na época para contagem cronológica oficial.

 

c. DOIS UNGIDOS — Não é a mesma pessoa!

"Até um Ungido, o Príncipe" (7 semanas) depois "depois de 62 semanas, um Ungido será cortado"

  • Primeiro Ungido (7 semanas = 49 anos após 444 = ~395 a.C.): Zorobabel / Esdras / Neemias — líderes que restauraram a cidade
  • Segundo Ungido (cortado): figura posterior, NÃO o Messias final
  • Fonte judaica: Comentário de Daniel por vários rabinos — "Ungido cortado" = sacerdote ou governador morto, não o Messias prometido

 

d. SEIS PROMESSAS — NENHUMA CUMPRIDA

Daniel 9:24 lista seis coisas que DEVERIAM acontecer nas 70 semanas:

1.         Acabar com a transgressão

2.       Selar os pecados

3.       Expiar a iniquidade

4.       Trazer justiça eterna

5.       Selar visão e profeta

6.       Ungir o Lugar Santíssimo

Visão judaica: Nenhuma destas se cumpriu na época de Jesus. O pecado não acabou; justiça eterna não veio; o Templo foi destruído em 70 d.C., não ungido. Logo — a profecia ainda está no futuro.

 

e. "FAZER CESSAR O SACRIFÍCIO" = MALDIÇÃO, NÃO SALVAÇÃO

"Na metade da semana fará cessar o sacrifício..." — isso segue-se de "abominação desoladora" = inimigo que destrói o Templo, não sacrifício perfeito de Deus. Para os profetas, fim de sacrifício sem arrependimento = punição, não salvação.

 

RESUMO COMPARATIVO — Daniel 9

Tabela

Item

Cristianismo

Judaísmo

Ponto de partida

444 a.C. (Neemias) ou 457 a.C. (Esdras)

Concordam com datas, mas...

Tipo de ano

360 dias (ano profético)

365,25 dias (ano real)

Resultado

30–33 d.C. (Jesus)

~39–45 d.C. — não coincide

"O Ungido"

Jesus = única pessoa

Dois ungidos distintos — primeiro = Zorobabel/Neemias

"Cortado"

Crucificação pelos pecados

Execução de um líder pelo inimigo

6 promessas de 9:24

Cumpridas espiritualmente

Nenhuma cumprida literalmente — ainda futuras

Fim de sacrifício

Sacrifício de Cristo substitui

Inimigo destrói Templo — maldição

 

 

PARTE 2

OS QUATRO CÂNTICOS DO SERVO EM ISAÍAS

ANÁLISE COMPLETA

 

1. LOCALIZAÇÃO DOS QUATRO CÂNTICOS

 

Table

Número

Passagem

Tema Central

1º Cântico

Isaías 42:1–9

O Servo traz justiça às nações

2º Cântico

Isaías 49:1–7

O Servo é chamado desde o ventre — luz aos gentios

3º Cântico

Isaías 50:4–11

O Servo sofre, mas confia em Deus

4º Cântico

Isaías 52:13–53:12

O Servo sofre pelos outros, é exaltado depois

 

 

2. 1º CÂNTICO — ISAÍAS 42:1–9

"Eis aqui o meu Servo, a quem eu sustento... Eu pus o meu Espírito sobre ele; ele trará o juízo às nações... Não falhará nem se quebrará até que estabeleça na terra o juízo; e as ilhas esperarão a sua lei."

Tabela

Interpretação

Quem é o Servo?

Argumento

️ Cristã

Jesus

"Espírito sobre ele", "lei às nações" = evangelho

️ Judaica

Israel / os justos

Contexto: Deus fala ao povo; "meu Servo" = Israel em 41:8; 44:1–2

📜 Targum

O Messias

Tradução aramaica antiga: "meu Servo, o Messias"


 

3.  2º CÂNTICO — ISAÍAS 49:1–7 — O VERSÍCULO DECISIVO!

"Ouvem-me, ilhas... O Senhor me chamou desde o ventre... e me disse: Tu és o meu Servo, ó Israel, em quem serei glorificado."

 

AQUI ESTÁ A CHAVE

 No próprio 2º Cântico, Deus diz EXPLICITAMENTE: O Servo É Israel!

Tabela

Interpretação

Como lidam com 49:3?

️ Judaica

É claro! O Servo = Israel. O texto diz isso abertamente. Por que ler diferente?

️ Cristã

"Duas camadas": Israel como nação falhou Deus envia o Servo perfeito = Jesus

📜 Targum antigo

Lê como Messias, mas altera o texto para evitar "Israel"


 

4. 3º CÂNTICO — ISAÍAS 50:4–11

"O Senhor Deus me deu língua de instruído... Apresentei as minhas costas aos que me feriam... O Senhor Deus me ajuda; quem me condenará?"

Tabela

Interpretação

Quem é?

️ Cristã

Jesus — açoitado, confiante em Deus

️ Judaica

O justo sofredor de Israel, cada geração fiel

📜 Fontes antigas

Messias ou Israel — ambas lidas

 

5. 4º CÂNTICO — ISAÍAS 52:13–53:12 — O MAIS DEBATIDO

"Ele foi desprezado... levou as nossas doenças... ferido pelas nossas transgressões... o Senhor pôs sobre ele a iniquidade de todos nós... como cordeiro levado ao matadouro... deu a sua alma em oferta pelo pecado."

 

6. FONTES JUDAICAS ANTIGAS — ANTES DE RASHI (ANTES DE 1040 d.C.)

Table

Fonte

Época

Quem é o Servo em Isaías 53?

Targum de Isaías (Targum Yonatan)

Séc. I–II d.C.

O MESSIAS! Abre 52:13: "Eis que meu Servo, o MESSIAS, prosperará" — mas apaga o sofrimento!

Pesikta Rabbati

Séc. IX d.C.

O Messias sofre antes de reinar — sofrimento messiânico!

Midrash Tanhuma

Séc. VIII–IX

"Este é o Rei Messias, mais exaltado que Abraão, Moisés e os anjos"

Rollos de Qumran

Séc. II a.C.

Variante sugere figura sacerdotal ungida — mshiach = ungido

Filho de Sira / LXX

Séc. II a.C.

Tradução grega antiga — sem "Israel", lembra pessoa individual

 

CONCLUSÃO IMPORTANTE:  

ANTES do século XI/XII, a leitura messiânica era COMUM no judaísmo! O Targum mais antigo identifica o Servo como o Messias, não Israel. A mudança aconteceu depois, em grande parte como reação à controvérsia cristã.

 

7. A MUDANÇA — SÉCULOS XI–XII

Tabela

Autor

Época

Interpretação

Por que mudou?

Rashi (1040–1105)

Séc. XI

Servo = Israel

Igreja usava Isaías 53 para provar Jesus e acusar judeus de cegueira

Ibn Ezra (1089–1164)

Séc. XII

Servo = Israel ou profeta

Segue Rashi

Maimônides (1138–1204)

Séc. XII

Servo = o Messias — mas não sofre!

Rejeita sofrimento, mas aceita figura individual

Nahmanides (1194–1270)

Séc. XIII

Admite sofrimento messiânico — mas só no FIM, não antes

Debate público com cristãos em Barcelona

 

Nahmanides admitiu abertamente: "É possível que o Messias sofra... mas ele deve sofrer E DEPOIS REINAR IMEDIATAMENTE. Jesus sofreu e NÃO REINOU. Logo, não é Ele." — Debate de Barcelona, 1263.

 

8. ESUMO DOS QUATRO CÂNTICOS

Tabela

Cântico

Quem diz ser o Servo o texto mesmo?

Cristianismo

Judaísmo antigo

Judaísmo pós-séc. XI

42:1–9

Indefinido

Jesus

Messias

Israel

49:1–7

Israel (v.3)!

Jesus (cumpre Israel)

Messias/Israel

Israel

50:4–11

O justo fiel

Jesus

Messias/justo

Israel/justos

52–53

Indefinido

Jesus sofredor

Messias!

Israel

 

O ponto central da briga: No 2º Cântico, Deus diz "Tu és o meu Servo, Ó Israel". O cristianismo diz: "Israel falhou, então Deus enviou o Servo perfeito". O judaísmo responde: "Se Deus mesmo disse que é Israel, com que autoridade vocês trocam o nome?"

 

9. CONCLUSÃO FINAL — POR QUE NÃO SE ENTENDEM?

No fundo, DUAS perguntas diferentes:

  • ️ O cristianismo pergunta: "O Messias precisava sofrer para salvar? Sim ou não?" — Responde: SIM, e Isaías 53 prova isso.
  • ️ O judaísmo pergunta: "O Messias cumpriu TODAS as promessas de paz, Templo e reino? Sim ou não?" — Responde: NÃO, então ainda não é ele.

O cristianismo separou o que os profetas juntaram: sofrimento e glória. Colocou o sofrimento na primeira vinda e a glória na segunda.

O judaísmo diz: Os profetas nunca separaram. O Servo sofre E DEPOIS É EXALTADO — TUDO NA MESMA VINDA. Se não há exaltação e paz universal, o sofrimento prova apenas que ainda não é ele.

E essa divergência nasceu de como leram os mesmos textos — e se consolidou, infelizmente, sob pressão e perseguição. As duas tradições amam o mesmo Deus, leem os mesmos livros e esperam a salvação — mas discordam sobre quando ela chega e quem vem primeiro.

 

TODAS AS FONTES PESQUISADAS — REFERÊNCIAS COMPLETAS

Abaixo, a lista completa de todas as fontes citadas e consultadas, organizadas por categoria, com autor, título, época e localização exata das passagens.

 

I. TEXTOS SAGRADOS JUDAICOS — TANAJ / BÍBLIA HEBRAICA

Tabela

#

Livro

Passagens Citadas

Observação

1

Gênesis

49:10

Cetro não se afastará de Judá

2

Êxodo

20:3–5; 4:22

Primeiro Mandamento; "Israel é meu filho"

3

Levítico

25:1–7

Ano sabático base de "semana = 7 anos"

4

Deuteronômio

6:4; 13:1–5; 24:16

Shemá; alerta sobre profeta que desvia a Deus outro; cada um morre por próprio pecado

5

Isaías

7:14; 9:6–7; 11:1–12; 42:1–9; 49:1–7; 50:4–11; 52:13–53:12; 43:10; 44:1–2; 45:21

Profecias messiânicas e os 4 Cânticos do Servo

6

Jeremias

23:5; 31:29–30, 31:31–34

Davi; cada um por si; Nova Aliança

7

Ezequiel

37:26–28; 40–48

Terceiro Templo e sacrifícios finais

8

Miquéias

4:1–4; 5:2; 6:6–8

Paz universal; Belém; o que Deus pede

9

Habacuque

2:14

Conhecimento de Deus cobre a terra

10

Zacarias

6:12–13; 9:9

Templo; Rei montado em jumento

11

Daniel

9:24–27; 11–12

Setenta Semanas

12

Salmos

22; 110:1

Salmos messiânicos

 

II. TEXTOS SAGRADOS CRISTÃOS — NOVO TESTAMENTO

Tabela

#

Livro

Passagens Citadas

1

Mateus

1:18–25; 5:17; 8:17; 22:41–46

2

Marcos

1:11

3

Lucas

1:34–35

4

João

1:1,14; 10:30; 12:38

5

Atos dos Apóstolos

3:18–26; 8:30–35

6

Hebreus

9:22

7

1 Pedro

2:22–25

 

III. LITERATURA RABÍNICA CLÁSSICA (SÉCS. II a.C. – V d.C.)

 Targumim (Traduções/Paráfrases Aramaicas)

  • Targum Yonatan (Targum dos Profetas), séc. I–II d.C. — Isaías 52:13: "Eis que o meu Servo, o MESSIAS, prosperará..."
  • Talmud Babilônico (Bavli), séc. III–V d.C.

Tabela

Passagem

Conteúdo

Sanhedrin 43a

Execução de Yeshu na véspera da Páscoa; apedrejamento e enforcamento; proclamação de 40 dias; acusação de feitiçaria e desvio do povo

Sanhedrin 98b

Identificação do Messias como "o leproso dos escolares" — sofredor que carrega pecados de Israel

Sanhedrin 107b

Yeshu como discípulo de Yehoshua ben Perahya (séc. II a.C. — cronologia divergente)

Berakhot (vários trechos)

Isaías 53 aplicado a Israel e aos que estudam Torá; sofrimento como provação e recompensa

Sotá 14a

Isaías 53:12 aplicado a Moisés

Avodá Zará

Referências a desviadores e práticas estranhas

 

🔹 Talmud de Jerusalém (Yerushalmi), séc. IV–V d.C.

  • Shekalim 5:1 — Isaías 53:12 aplicado a Rabi Akiva

🔹 Midrashim (Comentários Exegéticos)

  • Pesikta Rabbati, séc. IX d.C. — O Messias assume sobre si os sofrimentos destinados ao povo; leitura messiânica de Isaías 53 antes de Rashi
  • Midrash Tanhuma, séc. VIII–IX d.C. — "Este é o Rei Messias, mais exaltado que Abraão, Moisés e os anjos"

🔹 Manuscritos Antigos

  • Manuscritos de Qumran (Mar Morto), séc. II a.C. — Fragmentos de Isaías com variantes que sugerem figura sacerdotal ungida

 

IV. COMENTARISTAS RABÍNICOS MEDIEVAIS (SÉCS. XI–XIII)

📌 Rashi — Rabi Shlomo Yitzchaki (1040–1105, França)

  • Comentário a Isaías 52–53 — O Servo = o povo de Israel sofrendo entre as nações. Esta interpretação tornou-se dominante e substituiu a antiga leitura messiânica, em grande medida como reação ao uso cristão do texto em debates públicos e perseguições.
  • Comentário a Daniel 9 — "Ungido cortado" não é o Messias final; refere-se a líder anterior à vinda do verdadeiro Messias.

📌 Abraham ibn Ezra (1089–1164, Espanha)

  • Comentário a Isaías e Daniel — Segue Rashi: Servo = Israel; Daniel 9 não aponta época de Jesus; promessas ainda futuras.

📌 Maimônides — Rabi Moshe ben Maimon / Rambam (1138–1204, Espanha/Marrocos/Egito)

  • Mishné Torá — Leis dos Reis (Hilchot Melachim) 11:4 e 11:10–12 — Texto integral traduzido:

"Se ele não teve sucesso em tudo isso ou foi morto, ele definitivamente não é o Messias prometido na Torá... Jesus de Nazaré que pensava ser o Messias e foi executado pelo tribunal — Daniel já profetizou sobre ele: 'os renegados do teu povo se exaltarão para estabelecer a visão, e tropeçarão'. Nenhum profeta prometeu que o Messias removeria a Torá... Mas ninguém pode compreender os desígnios do Criador; toda essa obra serviu para preparar o caminho para o Messias finalmente vir."

  • 13 Princípios de Fé — Princípio 12: vinda do Messias, que atrasar-se-á mas virá; não se deve especular datas.

📌 Nahmanides — Rabi Moshe ben Nahman / Ramban (1194–1270, Espanha)

  • Debate de Barcelona (1263) — Diálogo público com cristãos perante o rei Jaime I de Aragão. Declarou abertamente: "É possível que o Messias sofra... mas ele deve sofrer E DEPOIS REINAR IMEDIATAMENTE. Jesus sofreu e não reinou. Logo, não é Ele." Admitiu que Isaías 53 poderia ser lido messianicamente, mas exigia cumprimento completo e imediato de todas as promessas.
  • Comentário à Torá — Gênesis a Deuteronômio; princípios de interpretação que guiaram sua resposta sobre Jesus.

📌 Radak — Rabi David Kimchi (1160–1235, França)

  • Comentário a Isaías 52:13 — Confirma: "a passagem fala sobre o exílio de Israel; o Servo é Israel, como diz o próprio profeta em Isaías 44:1"

 

V. FONTES CRISTÃOS — ESTUDOS E CÁLCULOS

Tabela

Autor

Obra

Ano

Contribuição

Sir Robert Anderson

O Príncipe que Vem (The Coming Prince)

1894

Cálculo clássico das 70 semanas de Daniel: 444 a.C. + 173.880 dias = entrada triunfal de Jesus em 33 d.C.

Harold W. Hoehner

Chronological Aspects of the Life of Christ

1977 / atualizado

Verificação com tábuas astronômicas da NASA; confirmação de datas e cálculos

Eugene Ulrich / Peter Flint

Qumran Cave 1.II: The Isaiah Scrolls

2010

Edição e estudo dos Manuscritos de Isaías do Mar Morto

 

VI. ESTUDOS ACADÊMICOS E FONTES DE REFERÊNCIA CONSULTADAS

Tabela

Autor / Obra

Título / Conteúdo

Sefaria.org

Texto integral do Talmud, Targumim e Comentários Rashi, Rambam, Ramban — versão bilíngue hebraico-inglês

Wikipédia — Isaías 53

Levantamento de todas as passagens talmúdicas aplicando o texto a Israel, Moisés, Rabi Akiva e outros

Wikipédia — Referências históricas não cristãs sobre Jesus

Flávio Josefo, Testemunho Flaviano, fontes romanas

Flávio Josefo — Antiguidades Judaicas 18:3:3

Testemunho Flaviano — menção a Jesus; autenticidade parcialmente contestada

Francisco Varo / Asociación Almudí de Valencia

Jesús de Nazaret en las fuentes judías — análise das referências no Sanhedrin

Série Mashiach Admor

A Fortaleza de Rashi — levantamento das leituras messiânicas ANTES de Rashi; Targum Yonatan, Sanhedrin 98b, Pesikta Rabbati

David J.A. Clines

I, He, We and They: A Literary Approach to Isaiah 53 — análise de gramática e sujeito no texto hebraico

Ephraim Urbach

Os Sábios: Seus Conceitos e Crenças — visão messiânica nos períodos do Segundo Templo e Talmud

Joseph Klausner

A Ideia Messiânica em Israel — evolução da esperança messiânica judaica

Jon D. Levenson

Morte e Ressurreição do Filho Amado — expiação e sacrifício nas fontes hebraicas

Daniel Boyarin

Os Evangelhos Judeus — raízes judaicas da cristologia e debates sobre o Servo Sofredor

Jacob Milgrom / Baruch Levine

Comentários a Levítico — sistema de sacrifícios e expiação no judaísmo antigo

Aish.com / Chabad.org.br

Materiais educativos oficiais sobre fé judaica, messianismo e visão sobre Jesus

 

VII. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE AS FONTES

1.         As referências no Talmud a "Yeshu" NÃO são biografias históricas de Jesus de Nazaré — em vários trechos (Sanhedrin 107b) a cronologia coloca "Yeshu" no século II a.C., 200 anos antes de Jesus. São relatos polêmicos, alterados ao longo do tempo e às vezes referindo-se a outras figuras.

2.       A leitura "Servo = Israel" em Isaías 53 NÃO foi sempre a dominante — Targum Yonatan (séc. I–II) e Pesikta Rabbati (séc. IX) leram como MESSIAS. A mudança para "Israel" consolidou-se a partir de Rashi (séc. XI/XII), em resposta à controvérsia cristã.

3.       Os cálculos de Daniel 9 dependem do calendário — ano de 360 dias (cristão) vs. ano solar de 365,25 dias (judaico) gera diferença de ~8–12 anos, ponto central da divergência.

4.       Maimônides reconheceu que Jesus fez parte do plano divino — mas como PREPARAÇÃO, não como o Messias. É uma posição intermediária, nem ódio nem aceitação.

5.       Nahmanides admitiu publicamente que Isaías 53 poderia ser messiânico — o que ele recusou foi a separação entre sofrimento e reinado. Para ele, o reinado deve vir imediatamente após o sofrimento.

 

RESUMO: ONDE ENCONTRAR CADA PONTO

Tabela

Tema

Principal Fonte

Isaías 53 como Messias (antes de Rashi)

Targum Yonatan; Pesikta Rabbati; Sanhedrin 98b

Isaías 53 como Israel

Rashi, Radak, Berakhot 57b

Por que Jesus não é o Messias

Maimônides, Leis dos Reis 11:4,10–12

Debate público e Isaías 53

Nahmanides, Debate de Barcelona (1263)

Cálculo de Daniel 9

Anderson (1894); Hoehner (1977)

Resposta judaica ao cálculo

Comentário de Rashi e Ibn Ezra a Daniel 9

Referências talmúdicas a Yeshu

Sanhedrin 43a, 107b; Gittin 57a

 

Fim dos Estudos Rabínicos Judaicos x Cristãos!

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ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA PALMEIRA DAS MISSÕES

ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA PALMEIRA DAS MISSÕES
Fotografia tirada no dia 24 de janeiro de 2004, por ocasião da Congregação Palmeira das Missões pertencente ao Campo de Cruz Alta, pela presidente da época do Pastor ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DOS SANTOS CAMPOS.inistério de Madureira em Palmeira das Missões

PÓRTICO NORTE DA ENTRADA DE PALMEIRA DAS MISSÕES

PÓRTICO NORTE DA ENTRADA DE PALMEIRA DAS MISSÕES
A cidade de Palmeira das Missões, esta localizada na Região Norte do Estado do Rio Grande do Sul, conhecida como a Capital da Erva Mate. Entre os episódios ocorridos no antigo município de Palmeira das Missões durante a Revolução Federalista de 1893, tem particular interesse o morticínio do Distrito de Boi Preto, um dos maiores da luta que, só encontra paralelo no genocídio da Mangueira de Pedra (Rio Negro, Bagé), que o precedeu e, segundo voz corrente, foi ainda maior. Afirma-se que naquela cidade da Fronteira Sul, os sacrificados por Adão de La Torre (e outros) somaram 410, enquanto na hecatombe serrana , conforme telegrama do comandante do massacre Firmino de Paula ao Presidente Júlio de Castilhos, atingiram 370. Formação Administrativa do município de Palmeira das Missões, cuja sede pertencia ao antigo 3.º Distrito do município de Cruz Alta, foi criado por força da Lei Provincial nº 928, de 6 de maio de 1874, com território desmembrado dos municípios de Cruz Alta e de Passo Fundo, se instalando definitivamente no 7 de abril do ano seguinte.