MISSÃO

O Pastor João Amilton é membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Palmeira das Missões Ministério de Madureira, onde tem a missão de fazer a diferença no Reino de Deus no Rio Grande do Sul, no Brasil e em outros países do mundo. Os objetivos é de levar s ser um membro das igreja que esta alicerçada na Palavra de Deus, que prima pela salvação das almas, levando o evangelho a toda a criatura e fazendo sempre a vontade de Deus, reconhecendo que o Senhor Jesus Cristo é o Senhor e Salvador de todos, para que os homens sejam servos obedientes e bons despenseiros da multiforme graça do Senhor. Contatos: 55.99998.3905.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Judaísmo x Cristianismo 1

JUDAISMOX CRISTIANISMO E JESUS CRISTO

 

ESTUDO COMPLETO 1:

Sobre o Judaísmo, Cristianismo e a Pessoa de Jesus Cristo e os Pontos de Concordâncias e de Divergências. Nesse estudo veremos as diferenças teológicas e doutrinárias desses segmentos da Palavras de Profecia, já que ambos tem muitas correlação entre uma e outra, porém com sérias divergências nas crença e maneira da adoração.

 

UMA DECLARAÇÃO PRELIMINAR:

Antes de tudo, é fundamental esclarecer um equívoco muito comum: os judeus não "desprezam" Jesus. A rejeição a ele como Messias e Filho de Deus não nasce de ódio ou desprezo, mas de diferenças teológicas, hermenêuticas e de interpretação das Escrituras Sagradas, construídas ao longo de milênios. Muitos judeus reconhecem Jesus como um mestre sábio, um moralista notável ou até um profeta — mas não como Deus, nem como o Messias prometido. Esta distinção é essencial para compreender a questão com respeito.

 

I. O QUE É O JUDAÍSMO

O Judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo, com cerca de 4.000 anos, nascida da aliança entre Deus e os patriarcas Abraão, Isaac e Jacob, formalizada com Moisés e a entrega da Torá no Monte Sinai. Seus textos sagrados formam o Tanah (Lei, Profetas e Escritos), correspondente ao que os cristãos chamam de Antigo Testamento.

Princípios Fundamentais do Judaísmo:

  • Monoteísmo absoluto: Deus é Único, indivisível, sem corpo, sem forma, não pode ser homem nem se tornar humano. Base: Shemá Israel: "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor." — Deuteronômio 6:4.
  • A Torá e a Aliança: Deus estabeleceu com o povo judeu uma aliança eterna, mediante o cumprimento dos mandamentos (613 preceitos) e a santificação da vida.
  • O Messias (Mashiach): Será um ser humano comum, descendente do rei Davi por linha paterna, que virá nos últimos dias para:

Restaurar o reino de Israel

Construir o Terceiro Templo em Jerusalém

Reunir todos os exilados à Terra de Israel

Inaugurar era de paz universal, sem guerras nem sofrimento

Levar todo o povo a observar a Torá:

  • Salvação é coletiva e terrenamente realizada: não se baseia em sacrifício substitutivo, mas na fidelidade de todo o povo à Aliança.
  • Nenhuma pessoa pode ser adorada: adoração a ser humano = idolatria, uma das proibições mais graves da Torá.

 

II. O QUE É O CRISTIANISMO

O Cristianismo nasceu no século I, dentro do judaísmo do Segundo Templo, a partir do ministério de Jesus de Nazaré e de seus discípulos. Rapidamente se expandiu entre judeus e gentios, tornando-se religião distinta. Seus textos incluem o Antigo Testamento e o Novo Testamento.

Princípios Fundamentais do Cristianismo:

  • Trindade: Um só Deus em três Pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo, coeternos e consubstanciais.
  • Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus feito carne: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós." — João 1:1,14.
  • Jesus é o cumprimento de TODAS as profecias messiânicas do Antigo Testamento.
  • Salvação pela fé em Cristo: Ele morreu em sacrifício substitutivo pelos pecados de toda a humanidade e ressuscitou. A salvação vem pela graça, não apenas pelo cumprimento da Lei.
  • Duas fases do Messias: veio primeiro como Servo Sofredor (Isaías 53) e retornará como Rei Vitorioso para instaurar a era final.

 

III. POR QUE NÃO CONCORDAM SOBRE JESUS? — OS PONTOS DE RUPTURA

1. Jesus NÃO CUMPRIU as Profecias Messiânicas (Visão Judaica)

Segundo a Teologia Judaica, o Messias deve trazer imediatamente todos estes resultados:

Profecia

Texto

Estado em Jesus

Paz universal, fim das guerras

Isaías 2:1–4; Miqueias 4:1–4

Império Romano ocupava Israel; guerras continuaram

Reconstruir o Terceiro Templo

Ezequiel 37:26–28; Zacarias 6:12–13

Templo ainda estava de pé; destruído em 70 d.C.

Reunir os exilados à Terra de Israel

Isaías 11:11–12; Jeremias 31:8–10

Não aconteceu em sua época

Governar com justiça sobre todas as nações

Isaías 9:6–7; 11:1–5

Não estabeleceu reino político

Conhecimento universal de Deus

Isaías 11:9; Habacuque 2:14

Não se cumpriu

 

Maimônides (Rambam, 1138–1204) — Mishné Torá, Leis dos Reis 11:4:

"Se ele não teve sucesso em tudo isso ou foi morto, ele definitivamente não é o Messias prometido na Torá."

E ainda escreveu sobre Jesus especificamente: que ele foi "pedra de tropeço" que desviou multidões, pois não realizou nenhuma das obras que o Messias deveria realizar.

2. A Divindade de Jesus = Violação do Monoteísmo

Esta é a objeção mais grave e insuperável para o judaísmo:

  • A Torá proíbe terminantemente adorar qualquer ser humano ou imagem: "Não terás outros deuses diante de Mim." — Êxodo 20:3–5.
  • Deus é espírito, sem corpo, sem forma, não pode morrer nem sofrer. Tornar-se humano contraria Sua essência.
  • Chamar Jesus de "Deus" ou "Filho de Deus" no sentido cristão = idolatria para o judaísmo.
  • Para os judeus, "filho de Deus" nas Escrituras significa pessoa justa, líder ou anjo, nunca igualdade de natureza com Deus (ex.: Êxodo 4:22; Salmo 82:6).

3. A Linhagem de Davi — Divergência Insolúvel

  • Profecia: O Messias deve ser descendente de Davi por linha paterna, Jeremias 23:5; Gênesis 49:10; Isaías 11:1.
  • Cristianismo: Jesus nasceu de nascimento virginal, sem pai humano (Mateus 1:18–25; Lucas 1:34–35).
  • Objeção judaica: Se não tem pai humano, não pertence à tribo de Judá nem à casa de Davi por linhagem natural. José não é pai biológico, portanto, sua genealogia não transfere direito legal.

4. Sacrifício Expiatório vs. Perdão e Arrependimento

  • Cristianismo: O pecado exige sangue para perdão; Jesus morreu em lugar de nós, Isaías 53; Hebreus 9:22.
  • Judaísmo: "Que é o que o Senhor te pede, senão que temas o Senhor teu Deus, andes em todos os seus caminhos, e o ames..." — Miquéias 6:6–8. O perdão vem por arrependimento sincero, oração e boas obras, não há necessidade de sacrifício de pessoa alguma. A ideia de "pagar pecado alheio" contraria: "Cada um morrerá por sua própria iniquidade." — Jeremias 31:29–30; Deuteronômio 24:16.

 

IV. O QUE DIZEM AS ESCRITURAS — DUAS INTERPRETAÇÕES

1. Passagens que os Cristãos Apontam como Profecias Cumpridas em Jesus

Passagem (Antigo Testamento)

Interpretação Cristã

Interpretação Judaica

Isaías 7:14 — "A virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel"

Cumprido em Jesus, nascido de Maria virgem

Em hebraico: a palavra é almá = jovem mulher, não necessariamente virgem. Referência ao filho de Acaz, no século VIII a.C.

Isaías 52:13–53:12 — "Sofreu as nossas dores... levado à morte"

Jesus é o Servo Sofredor que morre pelos pecados

A maioria dos rabinos clássicos (até séc. XI) interpretava como Messias; a partir de Rashi (séc. XII), tornou-se dominante: o "Servo" é o povo de Israel sofrendo entre as nações, não uma pessoa individual.

Miqueias 5:2 — "E tu, Belém Efrata... de ti sairá para Mim o que há de ser Senhor em Israel"

Jesus nasceu em Belém

Referência à origem davídica; não implica nascimento literal naquela cidade em época específica

Daniel 9:25–26 — "Até o Messias, o Príncipe..."

Calculam-se 483 anos até Jesus

Outro cálculo cronológico; "Messias" = ungido, não necessariamente o final; texto fala de fim de sacrifício que não ocorreu

Zacarias 9:9 — "Eis que vem a ti o teu Rei... montado num jumento"

Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Rei messiânico que vem depois de triunfar, não antes de ser morto

Salmo 110:1 — "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita"

Jesus citou como prova de divindade (Mateus 22:41–46)

Diálogo entre Deus e o rei Davi (ou anjo); não entre Deus e um descendente

 2. O Novo Testamento Afirma:

  • Jesus é o cumprimento: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas cumprir." — Mateus 5:17.
  • É o Filho eterno: "Tu és o meu Filho amado; em ti me agrado." — Marcos 1:11; "Eu e o Pai somos um." — João 10:30.
  • Ressurreição como prova: "Eis que vos declaro o que está escrito: que o Cristo havia de sofrer... e converteria os homens das nações." — Atos 3:18–26.

3. O Tanah (Escrituras Hebraicas) Segundo a Leitura Judaica:

  • Deuteronômio 13:1–5: Qualquer profeta que incentive adorar outro Deus = falso profeta,  mesmo que faça sinais. Para judaísmo, ensino de Jesus sobre si mesmo como Deus se encaixa nesse alerta.
  • Isaías 43:10: "Antes de Mim não foi formado deus algum, nem depois de Mim o será."  rejeita qualquer intermediário divino.
  • Os sacrifícios voltarão: profecias de Ezequiel 40–48 descrevem sacrifícios no Terceiro Templo — contrário à ideia de sacrifício único e definitivo.

 

V. O QUE DIZEM RABINOS E FONTES JUDAICAS

Maimônides (Rambam, 1138–1204) — Mishné Torá, Leis dos Reis 11:4 e 11:10–12.

"O Rei Messias se levantará... restaurará o reino de Davi... reconstruirá o Templo... reunirá os dispersos de Israel... Se não teve sucesso em tudo isso, ele definitivamente não é o Messias prometido na Torá... Jesus de Nazaré que pensava ser o Messias e foi executado pelo tribunal — Daniel já profetizou sobre ele: 'os renegados do teu povo se exaltarão para estabelecer a visão, e tropeçarão'. Nenhum profeta prometeu que o Messias removeria a Torá... pois seus ensinamentos causaram que Israel fosse destruído pela espada, seus sobreviventes dispersos, e a Torá trocada por outra religião."

1. Rashi (Rabino Shlomo Yitzchaki, 1040–1105)

  • Principal comentarista da Bíblia Hebraica. Reinterpretou Isaías 53 como referindo-se ao povo de Israel, não ao Messias. Essa mudança se deu, em grande medida, pela pressão e perseguição cristãs: a Igreja usava Isaías 53 para justificar o sofrimento dos judeus como "rejeitadores de Cristo".

2. Talmud e Literatura Antimissionária

  • Em textos do Talmud (séc. II–V), há referências indiretas ("aquele homem", "Yeshu") — geralmente críticas, acusando de praticar magia e desviar Israel. Importante: não são biografias históricas, e muitas vezes referem-se a versões distorcidas da imagem cristã, não à pessoa real de Jesus.
  • Rabi Nahmânides (Rambã, 1194–1270): em debate público com cristãos, admitiu que algumas passagens parecem apontar para um Messias sofredor, mas insistiu que a tradição rabínica ensina que isso aconteceria no FIM, não antes.

3. Visões Modernas

  • Judaísmo Ortodoxo: mantém posição de Maimônides — Jesus não cumpriu sinais messiânicos; adoração a ele = idolatria.
  • Judaísmo Reformista/Liberal: vê Jesus como mestre moral sábio, parte da época, mas não divino nem salvador universal. A salvação é de toda a humanidade mediante justiça e retidão, não por uma pessoa.
  • Judeus Messiânicos: minoria que crê em Jesus como Messias mas mantém práticas judaicas — rejeitados pela comunidade judaica geral.

 

VI. RESUMO DAS INCOMPATIBILIDADES CENTRAIS

Questão

Cristianismo

Judaísmo

Natureza de Deus

Trindade — Pai, Filho e Espírito

Deus é Único, indivisível, sem forma

Jesus é...

Deus-Filho encarnado, Salvador do mundo

Ser humano, mestre ou profeta — não Deus nem Messias

Messias vem para...

Sofrer, morrer pelos pecados, ressuscitar e salvar pela fé

Libertar Israel, construir Templo, trazer paz mundial

Quando se cumpre?

Em duas fases: primeira vinda (sofrimento), segunda (glória)

Uma só vinda — tudo de uma vez, sem sofrimento nem morte

Perdão dos pecados

Mediante fé e sacrifício expiatório de Cristo

Mediante arrependimento, oração e boas obras

Lei de Moisés

Cumprida e aperfeiçoada em Cristo; não obrigatória para salvação

Eterna e imutável; marca da Aliança entre Deus e Israel

Escrituras

Antigo + Novo Testamento

Apenas o Tanaj; rejeita Novo Testamento como revelação

 

VII. CONCLUSÃO COM RESPEITO

A divergência não é sobre ignorância ou ódio, mas sobre quem é Deus, como Ele se revela e o que Ele prometeu.

  • O cristianismo lê as Escrituras retrospectivamente à luz de Jesus: o Messias veio, sofreu e ressuscitou — e voltará para cumprir o resto.
  • O judaísmo lê as Escrituras segundo os critérios declarados nelas: o Messias cumprirá todas as promessas de paz, Templo e reconciliação antes de ser aceito como tal. Como Jesus não cumpriu nenhuma delas, não pode ser o Messias. E como adora-lo contraria o mandamento primeiro e maior — não pode ser Deus.

Para refletir: Os dois povos amam o mesmo Deus, leem os mesmos Livros sagrados e esperam a era de paz prometida pelos profetas. Discordam sobre quando e em quem isso se cumpre. E essa diferença, infelizmente, foi usada ao longo dos séculos para perseguições e derramamento de sangue — algo que nenhuma das duas religiões aprova em seus textos originais.

 

Fontes Principais Consultadas:

  • Tanaj / Bíblia Hebraica (Torá, Profetas, Escritos)
  • Bíblia Cristã — Antigo e Novo Testamento
  • Maimônides — Mishné Torá, Hilchot Melachim (Leis dos Reis) 11:4, 11:10–12
  • Rashi — Comentário a Isaías 52–53
  • Talmud Bavli — Sanedrin, Avodá Zará
  • Chabad.org.br / Aish.com — Materiais educativos sobre fé judaica
  • Wikipédia / Artigos acadêmicos — Visões judaicas sobre Jesus; Debate Nahmânides
  • GotQuestions.org / CrossTalk — Perspectivas cristãs comparativas
  • Pesquisa e formatação e estudos - Pastor João Amilton.

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A cidade de Palmeira das Missões, esta localizada na Região Norte do Estado do Rio Grande do Sul, conhecida como a Capital da Erva Mate. Entre os episódios ocorridos no antigo município de Palmeira das Missões durante a Revolução Federalista de 1893, tem particular interesse o morticínio do Distrito de Boi Preto, um dos maiores da luta que, só encontra paralelo no genocídio da Mangueira de Pedra (Rio Negro, Bagé), que o precedeu e, segundo voz corrente, foi ainda maior. Afirma-se que naquela cidade da Fronteira Sul, os sacrificados por Adão de La Torre (e outros) somaram 410, enquanto na hecatombe serrana , conforme telegrama do comandante do massacre Firmino de Paula ao Presidente Júlio de Castilhos, atingiram 370. Formação Administrativa do município de Palmeira das Missões, cuja sede pertencia ao antigo 3.º Distrito do município de Cruz Alta, foi criado por força da Lei Provincial nº 928, de 6 de maio de 1874, com território desmembrado dos municípios de Cruz Alta e de Passo Fundo, se instalando definitivamente no 7 de abril do ano seguinte.