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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

José do Egito - Estudo 2

JOSÉ DO EGITOCOMO GOVERNADOR
Estudo 2


Relato histórico de José do Egito como governador do Egito

Após anos de humilhação, injustiça e prisão, José, filho de Jacó vive uma reviravolta decisiva em sua história por volta do século XIX–XVIII a.C., durante o período do Egito Médio.

José estava preso injustamente quando Faraó, soberano absoluto do Egito, teve dois sonhos perturbadores que nenhum sábio, mago ou sacerdote egípcio conseguiu interpretar. Nesse momento, o copeiro-chefe lembrou-se de José, um hebreu que, anos antes, havia interpretado corretamente seu sonho na prisão.

José foi então chamado às pressas, barbeado e vestido adequadamente para comparecer diante do trono real (Gn 41). Ao ouvir os sonhos, José deixou claro que não era por sua própria capacidade, mas que Deus era quem dava a interpretação.

- Os sonhos de Faraó e sua interpretação:

  • Sete vacas gordas devoradas por sete vacas magras;

  • Sete espigas boas consumidas por sete espigas secas;

José explicou que os sonhos significavam:

  • Sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito;

  • Seguidos por sete anos de fome severa, que consumiriam completamente a abundância anterior.

Além de interpretar, José apresentou algo extraordinário para um prisioneiro estrangeiro:


- Um plano administrativo nacional.

Ele sugeriu:

  • Armazenar um quinto da produção durante os anos de fartura

  • Criar celeiros em todo o território

  • Centralizar a administração sob um homem sábio e prudente.


- A nomeação de José como governador

Impressionado, Faraó reconheceu que o Espírito de Deus estava em José e declarou:  “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem haja o Espírito de Deus?”. Então, Faraó tomou uma decisão sem precedentes:

  • Retirou seu anel-sinete (símbolo de autoridade)

  • Vestiu José com roupas de linho fino

  • Colocou um colar de ouro em seu pescoço

  • Fez-o andar no segundo carro real

  • Proclamou que ninguém moveria a mão ou o pé no Egito sem a ordem de José

Assim, José foi elevado à posição de governador do Egito, tornando-se o segundo homem mais poderoso do império, abaixo apenas de Faraó.


- José no exercício do governo

Com apenas 30 anos de idade, José percorreu todo o território do Egito, organizando:

  • Arrecadação de grãos

  • Construção e administração de celeiros

  • Planejamento logístico em escala nacional

Quando a fome chegou, o Egito tornou-se o único centro de provisão da região, atraindo povos de várias nações, inclusive seus próprios irmãos, cumprindo assim os sonhos que José tivera na juventude. 


- Significado histórico e teológico

a. Historicamente, José representa:
  • A integração de administradores semitas na burocracia egípcia;

  • Um modelo avançado de gestão econômica estatal;

  • A centralização do poder econômico nas mãos do Estado egípcio.


b. Teologicamente, o relato revela:

  • A soberania divina sobre reis e impérios;

  • A fidelidade de Deus em transformar sofrimento em propósito;

  • A elevação daquele que permanece fiel, mesmo na adversidade.



DOSSIÊ HISTÓRICO-BÍBLICO

A vida de José do Egito, com a base principal no Livro de Gênesis, capítulos 37–50.



1. CONTEXTO HISTÓRICO E CRONOLÓGICO
  • Período aproximado: 1900–1700 a.C.;

  • Fase do Egito: Egito Médio (final da XII dinastia ou transição para XIII);

  • Sistema político: Monarquia absoluta, administração centralizada, forte burocracia;

  • Presença semita no Egito: Documentada por fontes arqueológicas (asiáticos no delta do Nilo);

- José não surge como exceção histórica, mas como exemplo documentável de estrangeiros semitas em altos cargos administrativos:

  • A ascensão de José no Egito (Gênesis 37-50) se alinha com evidências históricas de estrangeiros semitas (asiáticos) ocupando altos cargos administrativos, especialmente durante o Período Intermediário e o Novo Império. A narrativa reflete práticas comuns onde imigrantes, comerciantes ou prisioneiros de guerra eram integrados à burocracia, tornando a trajetória de José um exemplo documentável da presença "asiática" na administração egípcia.
  • O período histórico provável de José se assemelha à era dos Hicsos (dinastias 15-16), governantes de origem semita que controlaram o Baixo Egito e facilitaram a ascensão de outros asiáticos a posições de poder.
  • Administradores Estrangeiros: Registros arqueológicos e hieráticos do Médio e Novo Império confirmam que asiáticos (Levantinos) serviam como escribas, capatazes e administradores, desmistificando a ideia de que apenas egípcios nativos ocupavam tais posições.
  • A "Casa de Potifar" e o Cárcere: A rápida ascensão de José de escravo a administrador da casa de Potifar e, posteriormente, à gestão da prisão, reflete a mobilidade social possível para estrangeiros competentes.
  • Vizir e a Fome: O cargo de José como governador (vizir) e o gerenciamento de recursos durante sete anos de fome encontram paralelo em descrições de altos funcionários egípcios, como a inscrição da tumba de Baba, que menciona a distribuição de grãos em tempos de escassez.
  • Embora a arqueologia egípcia não mencione "José" especificamente pelo nome, sua história ilustra o contexto documentado de acolhimento, ascensão e influência de semitas na alta administração faraônica.



2. ORIGEM E NOMES HEBRAICOS

Nome hebraico
  • יֹוסֵף – Yosef

  • Raiz: yasáf = “acrescentar”, “aumentar”

  • Significado: “Que o Senhor acrescente”

📖 Gênesis 30:24 - “E chamou o seu nome José, dizendo: Acrescente-me o Senhor ainda outro filho”.

Família

  • Pai: Jacó (יַעֲקֹב – Ya‘aqov)

  • Mãe: Raquel (רָחֵל – Raḥel)

  • Tribo: José torna-se dupla herança por meio de seus filhos.

O hebraico é uma língua semítica com mais de 3.000 anos, originada no antigo Israel. Nomes hebraicos são historicamente ricos, frequentemente contendo "El" (Deus) ou "Yah" (abreviação de Deus) em sua estrutura, significando conceitos, promessas ou características. Exemplos comuns incluem Davi (amado), Gabriel (homem de Deus) e Maria/Miriam (elevada).

Origem do Hebraico e Nomes Raiz Semítica: O hebraico pertence à mesma família linguística que o árabe e o aramaico, desenvolvido entre o povo hebreu. Significado: Muitos nomes hebreus são derivados de raízes que indicam "passar por", "atravessar" ou viajar.
Nomes Bíblicos: Carregam propósitos, profecias e histórias. A letra 'J' não existe no hebraico, sendo substituída por 'I' ou 'Y' (ex: José é Josef ou Yosef).

- Exemplos de Nomes Hebraicos (Masculinos):
  • Davi (David): Significa "amado".
  • Gabriel: Significa "homem de Deus" ou "fortaleza de Deus".
  • Daniel: Significa "Deus é meu juiz".
  • Miguel (Michael): Significa "quem é como Deus?".
  • Emanuel: Significa "Deus está conosco".
  • Calebe (Calev): Significa "todo coração".
  • Isaac (Itzhak): Significa "ele rirá".
  • Jacó (Yaakov): Significa "calcanhar" ou "suplantador".

- Nomes de Deus em Hebraico

A tradição hebraica possui muitos nomes para Deus, refletindo diferentes atributos:
  • Elohim: Deus todo-poderoso.
  • YHVH (Yahweh/Jeová): O Senhor (o nome inefável).
  • Adonai: Senhor ou Mestre.
  • El Shaddai: Deus Onipotente.
  • Hashem: Literalmente "O Nome". 


3. OS SONHOS PROFÉTICOS (ADOLESCÊNCIA)

Na Palavra de Deus no Livro de Gênesis 37,5–7, encontramos a seguinte mensagem: “José teve um sonho e o contou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. Disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho que tive: Estávamos nós atando molhos no campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos molhos rodeavam e se inclinavam perante o meu”.

Também em Gênesis 37,9: “Teve ainda outro sonho e o contou a seus irmãos, dizendo: Eis que ainda tive um sonho; e o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam perante mim”.

Comentário aprofundado:

  • Sonhos no mundo antigo eram meios legítimos de revelação divina;

  • O duplo sonho confirma autoridade e certeza profética;

  • José ainda é imaturo na forma de comunicar, mas não falso no conteúdo.


4. VENDA COMO ESCRAVO

Na Palavra de Deus, em Gênesis 37,28, relata o seguinte: “Passando, pois, os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram e tiraram-no do poço e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito”.

Valor de 20 siclos = preço comum de escravo jovem semita (documentado em tábuas de Mari)

- A tipologia messiânica: vendido por prata, entre José rejeitado pelos irmãos e Jesus Cristo vendido por Judas Iscariotes:
  • José do Egito (filho de Jacó, AT) e Jesus de Nazaré (NT) são figuras distintas e distantes no tempo, unidas teologicamente pela prefiguração e proteção. José do Egito foi um governador no Egito, enquanto Jesus é considerado o Filho de Deus. Ambos, porém, passaram pela terra egípcia e se submeteram a planos divinos.
  • Diferenças Principais: José do Egito (Antigo Testamento): Filho de Jacó, vendido como escravo por seus irmãos, tornou-se governador do Egito, salvando o povo da fome.
  • Jesus de Nazaré (Novo Testamento): O Messias cristão, concebido pelo Espírito Santo, criado por José (pai adotivo) e Maria.
  • Relação com o Egito: José do Egito governou lá, enquanto Jesus foi levado para lá ainda bebê para escapar da perseguição de Herodes.
  • Paralelo Teológico: Na tradição cristã, ambos são vistos como instrumentos divinos que, em simplicidade e obediência, cumpriram os planos de Deus, com o José do Egito sendo, muitas vezes, visto como uma figura que aponta para a história de Jesus.
  • José do Egito foi vendido por 20 peças de prata (siclos) pelos seus irmãos (Gênesis 37:28), enquanto Jesus foi traído por 30 moedas de prata (provavelmente tetradracmas ou siclos de Tiro) por Judas (Mateus 26:15). O valor de José era o preço padrão de um escravo jovem na época, enquanto as 30 moedas de Jesus representavam o valor legal de um escravo no Antigo Testamento.


5. JOSÉ NA CASA DE POTIFAR
  • Nome egípcio
  • Potifar

  • Título: Saris (oficial da corte)

  • Cargo: “Chefe da guarda” (provável comandante da polícia real)

Palavra de Deus: Gênesis 39,2–4: “O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio… Vendo Potifar que o Senhor era com ele… confiou-lhe tudo quanto tinha”.

Comentário:

  • José domina administração egípcia: 
    José cria uma política e uma infraestrutura agrícola de longo prazo (Gênesis 41.46-57) José imediatamente começou a fazer o trabalho para o qual o faraó o havia designado. Seu principal interesse era fazer o trabalho para os outros, em vez de tirar vantagem pessoal de sua nova posição à frente da corte real.
  • José do Egito estava na prosperidade ligada à presença de Deus, e não à posição social:
  • A trajetória de José no Egito demonstra que a verdadeira prosperidade era baseada na presença divina (Gênesis 39:2), não na posição social. Mesmo como escravo e prisioneiro, José foi considerado próspero porque Deus o acompanhava, resultando em favor divino, integridade e excelência na administração de Potifar e na prisão, antes de se tornar governador.


6. A TENTAÇÃO E A PRISÃO

Gênesis 39,9: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?”

Gênesis 39,20: “E o lançou na prisão, no cárcere onde os presos do rei estavam encerrados”.

Mesmo inocente, José sofre injustiça, padrão recorrente nos servos fiéis.

A trajetória de José em Gênesis exemplifica como servos fiéis frequentemente enfrentam injustiças, transformando sofrimento em propósito divino. Vítima de inveja, traição e prisão falsa, José manteve a integridade e a fé, resultando em sua exaltação e no cumprimento do propósito de Deus para preservar vidas.

O Padrão da Injustiça na Vida de José:
  • Traição Familiar: Seus irmãos, movidos por inveja, venderam-no como escravo.
  • Falsa Acusação: Após resistir à sedução da esposa de Potifar, foi injustamente preso, mesmo agindo com integridade.
  • Esquecimento: Foi esquecido pelo copeiro-mor após interpretar seu sonho, prolongando seu sofrimento na prisão.
  • A Resposta da Fé: A integridade e fidelidade. Mesmo em ambientes hostis, José manteve-se fiel a Deus e honesto em suas ações, servindo com diligência tanto na casa de Potifar quanto na prisão.
  • Foco no Propósito Divino: José compreendeu que "o que os homens planejaram para o mal, Deus tornou em bem" (Gênesis 50:20).
  • Perdão: José demonstrou maturidade espiritual ao perdoar seus irmãos, focando na preservação da sua família.
  • Superação: A história de José é um modelo de superação de adversidades, onde a retidão sob injustiça prepara o servo para o propósito de Deus.


7. OS SONHOS NA PRISÃO

Narração dos fatos pela Palavra de Deus em Gênesis 40,8: “Não são de Deus as interpretações? Contai-mas, peço-vos”.

Personagens;

  • Copeiro-chefe (restaurado)

  • Padeiro-chefe (executado)

Palavra de Deus em Gênesis 40,23: “O copeiro-chefe, porém, não se lembrou de José, antes se esqueceu dele”. Dois anos de silêncio foi o tempo de Deus amadurecendo o instrumento como Seu instrumento na terra do Egito.

José, injustamente preso no Egito, interpretou os sonhos do copeiro e do padeiro do Faraó, revelando dons proféticos mesmo no cárcere. Ele predisse a restauração do copeiro e a execução do padeiro em três dias, o que ocorreu exatamente como previsto, mostrando a soberania de Deus.
Detalhes da História (Gênesis 40):
O Contexto: José estava preso após ser assediado pela esposa de Potifar. O capitão da guarda o encarregou de cuidar do copeiro-mor e do padeiro-mor, que ofenderam o Faraó.
  • O Sonho do Copeiro: Viu uma videira com três ramos, produziu uvas, espremeu-as na taça do Faraó e deu a ele. José interpretou: em três dias, ele seria restaurado ao seu cargo.
  • O Sonho do Padeiro: Viu três cestos brancos sobre sua cabeça com pães para o Faraó, e aves os comiam. José interpretou: em três dias, ele seria executado (enforcado/empalado).
  • O Cumprimento: A interpretação foi exata. O aniversário do Faraó trouxe a restauração do copeiro e a morte do padeiro.
  • A Consequência: José pediu que o copeiro o lembrasse perante o Faraó, mas foi esquecido por mais dois anos. A narrativa destaca a fidelidade de José e sua confiança em Deus, mesmo em circunstâncias adversas, usando seus dons para servir.

  • 8. JOSÉ DIANTE DE FARAÓ
  • A Palavra de Deus, relata em Gênesis 41,16, dizendo: “Isso não está em mim; Deus dará resposta favorável a Faraó”, momento entre José e Faraó.
  • Interpretação:

a. 7 anos de fartura - Interpretação: 

Segundo a revelação de José em Gênesis 41, os sete anos de fartura no Egito representam uma dádiva divina temporária e um aviso profético de Deus sobre a abundância que precederia uma fome severa. Teologicamente, simbolizam a providência divina preparando o sustento para o Egito e a nação de Israel, estabelecendo José como o administrador sábio (vizir) capaz de salvar a região.

Pontos Chave da Interpretação Teológica:
  • Providência e Soberania de Deus: José enfatiza que o sonho não foi sorte, mas uma revelação do que Deus ia fazer. Os sete anos de vacas gordas e espigas cheias foram o período de "graça" para acumular recursos.
  • O Propósito da Fartura: A abundância não era apenas para consumo imediato, mas para armazenamento (recolher a quinta parte). O objetivo era evitar a destruição total da terra pela fome subsequente.
  • As "Vacas Magras" Esquecem as Gordas: A abundância seria tão intensa que a fome subsequente a faria ser esquecida, evidenciando a fragilidade humana e a necessidade de gestão sábia de recursos.
  • Instrumento de Preservação de Israel: Teologicamente, o plano de José durante a fartura garantiu não apenas a sobrevivência do Egito, mas também a sobrevivência da família de Jacó (o povo da aliança), que viria a depender do trigo estocado no Egito.
A interpretação de José transformou o sonho em ação administrativa, demonstrando que a fartura foi um aviso de Deus para a preservação da vida.


b. 7 anos de fome extrema - 
Interpretação:

Palavra de Deus sobre a sabedoria de José diante de Faraó, em Gênesis 41,38: “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem haja o Espírito de Deus?”

A interpretação teológica dos sete anos de fome no Egito, segundo José (Gênesis 41), revela a providência divina, soberania de Deus sobre a história e a preparação para a preservação do povo da aliança (descendentes de Abraão). A fome severa é vista como um juízo que, sob a sabedoria de José, torna-se meio de salvação.

Pontos-Chave da Interpretação Teológica:
  • Soberania e Revelação Divina: José destaca que o sonho não veio de sua própria sabedoria, mas que "Deus revelou ao Faraó o que ele vai fazer". A fome é um decreto divino, não um simples acaso natural.
  • Providência na Adversidade: Os sete anos de fartura, seguidos de sete anos de fome, demonstram a gestão de Deus sobre a abundância e a escassez, permitindo que José, através de uma administração sábia, armazenasse comida para sobreviver.
  • Preservação da Aliança: Teologicamente, a fome na terra de Canaã serve para forçar a migração da família de Jacó (filhos de Israel) para o Egito, garantindo a sobrevivência deles e o cumprimento das promessas feitas a Abraão.
  • José como Tipo de Cristo (Salvador): Assim como José salvou o Egito e as nações vizinhas da morte pela fome, ele é interpretado como um precursor de Cristo, que supre a necessidade espiritual e física, recebendo autoridade para salvar.
  • O Propósito do Sofrimento: A fome atua para realizar o propósito de Deus, transformando o mal (a venda de José pelos irmãos) em bem, como o próprio José afirma: "Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra".8
Em resumo, os 7 anos de fome representam o controle de Deus sobre a história para preservar a linhagem messiânica e mostrar Sua soberania sobre nações pagãs, utilizando a administração de José como instrumento de graça.


9. NOME E POSIÇÃO EGÍPCIA


José no novo nome egípcioצָפְנַת פַּעְנֵחַ – Tsafenat-Paneach.

a. Possíveis significados:

  • “Deus fala e vive”;

  • “Revelador de mistérios".

Na Palavra de Deus, conforme Gênesis 41,41 diz: “Disse mais Faraó a José: Vês aqui te faço autoridade sobre toda a terra do Egito”


b. Insígnias de poder recebidas por José:

Ao ser nomeado governador (vizir) do Egito pelo Faraó, José recebeu insígnias de autoridade que simbolizavam seu novo poder: seu anel de selar, um colar ou corrente de ouro, vestes de linho fino, e um novo nome egípcio, Zafenate-Paneia. Ele também recebeu autoridade sobre a casa de Faraó e a administração de todo o Egito.

Os principais símbolos mencionados em Gênesis 41:42-43 incluem:

  • Anel de Selar (Selo Real): Significava que José podia assinar decretos em nome do Faraó, conferindo-lhe a autoridade máxima.
  • Colar/Corrente de Ouro: Um símbolo de alta distinção e honra no Antigo Egito.
  • Vestes de Linho Fino: Roupas nobres que marcavam sua posição elevada na corte.
  • A Carruagem do Vice-Rei: José desfilou na segunda melhor carruagem do Faraó, e o povo o aclamava.
  • Nome Egípcio (Zafenate-Paneia): Interpretado frequentemente como "revelador de segredos" ou "Deus fala e vive", consolidando sua integração na liderança egípcia.
  • Esposa de Posição: Casou-se com Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.
Essas insígnias transformaram José de um prisioneiro hebreu no homem mais poderoso do Egito, abaixo apenas do Faraó, capacitado para salvar o país da fome.


10. CASAMENTO E FILHOS

Palavra de Deus em Gênesis 41,45: “E Faraó deu a José por mulher a Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om”.

Os dois  Filhos de José: 

Manassés (מְנַשֶּׁה – “Deus me fez esquecer”);

Efraim (אֶפְרָיִם – “frutífero”).

Na Palavra de Deus em Gênesis 41,52: “Chamou ao segundo Efraim; porque Deus me fez próspero na terra da minha aflição”.

No Egito, José casou-se com Asenate (ou Azenate), filha de Potífera, sacerdote de Heliópolis (On), união arranjada pelo Faraó. Com ela, teve dois filhos antes da fome, Manassés (o primogênito) e Efraim. A família de José viveu com destaque no Egito, onde seus filhos foram adotados por Jacó.

Esposa - Asenate: Egípcia, foi escolhida como companheira de José quando ele se tornou governador. A Bíblia a descreve como filha de um sacerdote egípcio, ligando José à elite do país.

Os Filhos - Manassés e Efraim:
  • Manassés: O mais velho, cujo nome significa "fazer esquecer", pois José sentiu que Deus o fez esquecer de seus sofrimentos e de sua casa paterna.
  • Efraim: O mais novo, cujo nome significa "duplamente frutífero", pois José prosperou na terra de sua aflição.
  • Importância: Manassés e Efraim foram adotados por seu avô Jacó (Israel) como seus próprios filhos, recebendo herança direta e dando origem a duas das tribos de Israel, o que consolidou a "porção dobrada" de José.
A história de sua união e vida no Egito é central no livro de Gênesis 41:45 e Gênesis 48.



 11. A FOME E O ENCONTRO COM OS IRMÃOS

Na Palavra de Deus em Gênesis 45,5, temos a seguinte mensagem: “Agora, pois, não vos entristeçais… porque para conservação da vida Deus me enviou adiante de vós”.

A fome na terra de Canaã forçou os irmãos de José a irem ao Egito comprar mantimentos, onde se encontraram sem reconhecê-lo. José, como governador, testou-os para ver se haviam mudado, especialmente em relação a Benjamim. Após provarem sua mudança, José se revelou, perdoou-os e providenciou a mudança de sua família para o Egito.

O Encontro e o Plano de José (Gênesis 42-45).

  • A Necessidade: Devido à severa fome, Jacó enviou dez de seus filhos ao Egito, mantendo apenas Benjamim em casa.
  • O Reencontro: Ao chegarem, os irmãos se inclinaram perante José, cumprindo os sonhos de sua juventude, sem reconhecer que o governador era o irmão que venderam.
  • Os Testes: José agiu com dureza, acusando-os de espionagem, prendendo Simeão e exigindo que trouxessem Benjamim para provar que falavam a verdade.
  • A Revelação: Após ver que eles protegeram Benjamim e que Judá se ofereceu como escravo no lugar do irmão mais novo, José se emocionou, chorou e revelou sua identidade: "Eu sou José, o irmão que vocês venderam ao Egito".
  • O Propósito Divino: José confortou os irmãos, afirmando que Deus o enviou adiante para conservar suas vidas e salvar sua família da fome, transformando a traição deles em salvação.
As Consequências:
  • José convidou todo o clã de Jacó, composto por 66 pessoas, a se estabelecerem na terra de Gósen.
  • O encontro resultou na reconciliação familiar e na preservação da linhagem de Israel durante a fome.
Teologia da providência explícita

A fome na narrativa de José do Egito (Gênesis 42-45) serve como o mecanismo providencial de Deus para cumprir Seus planos, reunindo José — agora governador — e seus irmãos. O encontro explicita a soberania divina, onde José reconhece que, embora seus irmãos tenham agido com maldade, Deus converteu o ato em "vida" (preservação), transformando tragédia em salvação familiar e nacional.

Com relação a Teologia da Providência Explicita:

  • Soberania sobre o Mal: José afirma explicitamente: "Não foram vocês que me enviaram para cá, mas Deus" (Gn 45:8), e "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem" (Gn 50:20).
  • A Fome como Ferramenta: A fome não é apenas um desastre, mas um instrumento para trazer a família de Jacó ao Egito, salvando-a e permitindo que se tornem uma grande nação, cumprindo as promessas a Abraão.
  • Propósito Redentor: A providência transforma o sofrimento (venda de José, prisão) em posição de autoridade (governador) para salvar o próprio povo de Israel e as nações.
  • Reconciliação e Graça: O encontro é marcado pelo choro e perdão de José, sublinhando que a graça divina opera acima da falha humana.
  • Cumprimento de Sonhos: O encontro realiza os sonhos de infância de José (seus irmãos se prostram), mostrando que o plano de Deus prevalece.



12. JOSÉ E A TEOLOGIA DA HISTÓRIA

Na Palavra de Deus, sobre o tema diz em Gênesis 50,20: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”.

a. Síntese teológica:

Soberania divina: A história de José do Egito (Gênesis 37-50) é uma demonstração primorosa da soberania divina (Deus no controle) agindo através da providência (direção invisível) para cumprir propósitos, transformando ações malignas humanas em salvação e bênção. A síntese teológica destaca que Deus utiliza o sofrimento, a paciência e a fidelidade para mover seu plano soberano.

Principais Pontos Teológicos:

  • Providência sobre o Mal: A soberania de Deus não elimina a responsabilidade humana, mas a engloba. O que os irmãos de José intentaram para o mal, Deus reverteu para o bem, visando a preservação de muitas vidas (Gn 50:20).
  • Fidelidade na Adversidade: A presença de Deus com José (na prisão e na casa de Potifar) demonstra que a soberania divina não isenta o crente da dor, mas o sustenta, transformando situações adversas em degraus para o propósito.
  • Cumprimento da Aliança: A ida de José ao Egito foi o meio soberano de cumprir a promessa feita a Abraão de que sua descendência peregrinaria em terra alheia, preparando o cenário para o êxodo futuro.
  • Reconhecimento da Soberania: A frase de José, "não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus" (Gn 45:8), resume o reconhecimento maduro de que Deus dirige o curso da história e os detalhes da vida individual.
Em síntese, José é o tipo de líder que descansa na providência, agindo com integridade, pois entende que os sonhos de Deus se cumprem no tempo dEle, apesar de qualquer resistência humana.
A soberania de Deus não elimina a responsabilidade humana, mas a engloba. O que os irmãos de José intentaram para o mal, Deus reverteu para o bem, visando a preservação de muitas vidas (Gn 50:20).

b. Providência histórica:

A história de José do Egito (Gênesis 37-50) é uma síntese teológica da Providência Histórica, demonstrando a soberania de Deus ao transformar o mal humano (traição e escravidão) em bem salvífico (preservação do povo da Aliança e nações). Deus orquestra a história, utilizando adversidades para amadurecimento e o cumprimento de Seus propósitos.

Pontos Principais da Providência na Vida de José:
  • Soberania sobre o Mal: O sofrimento de José (vendido, preso injustamente) foi parte de um plano divino maior. José reconhece isso ao dizer: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem" (Gn 50:20).
  • Preservação da Aliança: A providência de Deus plantou José no Egito para garantir a sobrevivência de Israel (a família de Jacó) durante a fome, permitindo o crescimento do povo.
  • A Caravana de Deus: A trajetória de José ensina que, mesmo em crises profundas, a intervenção de Deus está em movimento, transformando o "buraco" em um lugar de preparação para um propósito elevado.
  • Fidelidade na Adversidade: A confiança inabalável de José em Deus, mesmo sem entender os acontecimentos imediatos, reflete uma fé que não murmura, mantendo a integridade.
  • Maturidade e Perdão: A providência divina não visa apenas o conforto, mas o amadurecimento. José perdoa seus irmãos, reconhecendo que a ação divina precedeu a sua posição de poder.
Em suma, a narrativa de José teologicamente postula que Deus é o verdadeiro condutor da história, usando a liberdade humana — inclusive a maliciosa — para alcançar propósitos redentivos, garantindo a provisão física e espirit

c. Redenção do sofrimento:

A história de José do Egito (Gênesis 37-50) é um pilar teológico sobre a redenção do sofrimento, ilustrando como a Providência Divina transforma o mal humano em propósitos benéficos e salvíficos. José, vendido por inveja e injustiçado, mantém a fé, provando que o sofrimento molda o caráter e serve ao plano de Deus de preservar a vida, culminando na frase: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem".

Síntese Teológica da Redenção do Sofrimento na Vida de José:
  • A Soberania Divina sobre o Mal: A teologia de José não ignora a maldade dos irmãos ou de Potifar, mas coloca a ação de Deus acima delas. O sofrimento não é em vão, mas parte de um planejamento divino para levar José à posição de governador e salvador de nações.
  • O Sofrimento como Agente de Moldagem (Purificação): Mais de 10 anos de prisão e escravidão transformaram um jovem sonhador arrogante em um líder maduro e humilde, capacitado por Deus.
  • O Propósito Redentor (Salvação de Vidas): A providência de Deus permitiu a "descida" de José ao Egito para que ele pudesse, no futuro, fornecer alimento e salvar sua família (a aliança de Israel) e os egípcios da fome.
  • Perdão e Reconciliação: A redenção do sofrimento resulta na cura de José, que não busca vingança. Ele escolhe perdoar, reconhecendo que seu sofrimento foi permitido por Deus para um propósito maior de reconciliação.
  • Tipologia de Cristo: A trajetória de José, amado, traído, vendido, condenado injustamente e, após o sofrimento, exaltado para salvar, é um "tipo" (prefiguração) de Jesus Cristo, que redime a humanidade através de sua própria dor.
Em suma, a vida de José ensina que, sob a ótica de Deus, o sofrimento pode ser redimido e transformado em "bênção", amadurecimento e provisão, desde que haja confiança inabalável em Sua soberania.

d. Perdão como clímax espiritual:

A história de José do Egito (Gênesis 37-50) representa o perdão como clímax espiritual ao superar a vingança através da providência divina. José escolhe perdoar seus irmãos, transformando a dor em reconciliação e interpretando o mal sofrido como parte do propósito de Deus para salvar vidas. Essa postura madura demonstra que o perdão é uma decisão racional baseada na fé, não um sentimento, marcando a vitória interna sobre a amargura.

Síntese Teológica do Perdão em José:
  • Perdão como Soberania Divina (Providentialismo): A teologia de José não ignora o pecado, mas o submete ao plano de Deus. A famosa frase "vocês planejaram o mal, mas Deus o transformou em bem" (Gn 50:20) redefine a ofensa sob a luz da soberania divina.
  • A decisão Consciente sobre a Emoção: José não perdoou por ter esquecido o sofrimento, mas por uma decisão consciente de não se vingar, governando a si mesmo antes de governar o Egito. O perdão é apresentado como um fruto da maturidade espiritual.
  • Reconciliação e Restauração, não Amnésia: José perdoou, mas testou o caráter de seus irmãos para ver se haviam mudado (Gênesis 42-44). O clímax é a restauração da família e a provisão de sustento, mostrando que o perdão busca a cura e a restauração das relações, não o esquecimento total do mal.
  • O Clímax como Libertação do Passado: O perdão de José libertou a ele próprio e a seus irmãos. Ao perdoar, ele se tornou uma "árvore frutífera à beira da fonte", um referencial de graça que supera a lógica humana da retaliação.
A trajetória de José ensina que a verdadeira grandeza espiritual é alcançada quando, mesmo tendo o poder de revidar, escolhe-se o caminho da reconciliação, confiando que Deus transforma dores em bênçãos.



13. MORTE DE JOSÉ

A Palavra de Deus relata em Gênesis 50,26: “Morreu José da idade de cento e dez anos… e foi posto num caixão no Egito”.

110 anos = idade ideal de um sábio no Egito antigo. O corpo foi embalsamado com honras egípcias máximas.

José do Egito morreu aos 110 anos, após uma vida como governador do Egito, sendo embalsamado e colocado num caixão, conforme relata Gênesis 50:26. Antes de morrer, fez os filhos de Israel jurarem que levariam seus ossos de volta a Canaã. Seus ossos foram posteriormente sepultados em Siquém, em um terreno comprado por Jacó.
  1. 1. Morte e Embalsamamento:
  • Idade e Causa: José morreu com 110 anos, tendo vivido o suficiente para ver a terceira geração de seus filhos.
  • O Último Desejo: José expressou fé de que Deus visitaria os israelitas e os tiraria do Egito, pedindo que levassem seus restos mortais para a terra prometida.
  • Sepultamento no Egito: Como era costume para figuras importantes no Egito, José foi embalsamado e colocado em um caixão, permanecendo lá até o Êxodo.
  1. 2. Traslado para Canaã:
  • O Juramento: José fez com que os filhos de Israel prometessem tirar seus ossos do Egito quando Deus os libertasse.
  • O Transporte: Moisés, durante o Êxodo, carregou consigo os ossos de José, cumprindo o juramento feito pelas gerações anteriores.
  • Sepultamento Final: Os ossos de José foram sepultados em Siquém, em um campo que Jacó, pai de José, havia comprado dos filhos de Hamor por cem peças de prata. O local é reconhecido como o Túmulo de José.


CONCLUSÃO

A história de José foi e é uma verdadeira fonte histórica e teológica:

a. Histórico (contexto plausível e documentado):

José do Egito, filho favorito de Jacó, foi vendido como escravo por seus irmãos invejosos, preso injustamente, mas elevado a governador do Egito após interpretar os sonhos do Faraó. Sua trajetória (Gênesis 37-50) simboliza perdão, fé e resiliência, resultando na salvação de sua família da fome.
  1. Principais Fatos da Vida de José:
  • Favoritismo e Inveja: José, filho de Raquel, ganhou uma túnica especial de Jacó, gerando inveja em seus dez meio-irmãos.
  • Sonhos e Venda: Seus sonhos sobre grandeza levaram os irmãos a jogá-lo num poço e vendê-lo a mercadores.
  • Escravidão e Prisão: Vendido a Potifar, José prosperou, mas foi injustamente preso após resistir à esposa de seu amo.
  • Governador do Egito: Interpretou os sonhos do Faraó sobre 7 anos de fartura e 7 de fome, sendo nomeado governador para gerir os recursos.
  • Reconciliação: Durante a fome, José reencontrou seus irmãos, perdoou-os e trouxe sua família para viver no Egito.
    2. Lições e Contexto:
  • A história destaca a providência divina, transformando tragédias em vitória.
  • José é um exemplo de integridade e sabedoria em gestão.
  • O relato situa-se no contexto de Canaã e Egito por volta de 1600 -1700 a.C.
b. Profético:

José do Egito é uma figura bíblica marcante do livro de Gênesis, cujos sonhos de infância revelaram um futuro de liderança e autoridade, profetizando sua ascensão no Egito. Interpretando sonhos como o do Faraó, previu sete anos de fartura seguidos por sete de escassez, salvando o povo da fome.

Principais Aspectos Proféticos e de Vida:
  • Sonhador e Intérprete: José recebeu sonhos de Deus sobre sua posição futura e interpretou corretamente os sonhos do copeiro, padeiro e Faraó, demonstrando um dom profético.
  • Visão de Fartura e Fome: A interpretação profética sobre as vacas gordas/magras e espigas permitiu que o Egito, sob sua administração como governador, se preparasse para sete anos de fome, salvando muitas nações, incluindo sua própria família.
  • Instrumento de Deus: A vida de José demonstra como o propósito divino se realiza através de circunstâncias adversas,transformando traições e escravidão em salvação.
  • Tipologia de Cristo: Muitos estudiosos enxergam em José uma prefiguração de Jesus: ambos foram amados pelo pai, rejeitados pelos irmãos, vendidos por um preço, falsamente acusados e, eventualmente, tornaram-se salvadores/governantes, perdoando aqueles que os traíram.
  • Resiliência e Sabedoria: Manteve sua integridade e fé em Deus durante as provações (escravidão e prisão), mostrando que a fidelidade é recompensada.
Sua história é considerada uma demonstração de como Deus usa líderes para transformar desafios em oportunidades de bênção e providência.

c. Administrativo

José do Egito é reconhecido na narrativa bíblica como um administrador de alto nível, passando de escravo a governador do Egito devido à sua competência, integridade e gestão de crises. Ele administrou com sucesso a casa de Potifar, a prisão e, eventualmente, todo o Egito, planejando o armazenamento de alimentos durante sete anos de fartura para evitar a fome.

Principais Feitos Administrativos de José:
  • Administrador de Potifar: José organizou os negócios e bens de seu senhor, Potifar, tornando-o próspero.
  • Gestão de Crise (Fome): Nomeado governador do Egito aos 30 anos, José foi o primeiro planejador de longo prazo reconhecido, acumulando alimentos nos sete anos de fartura e distribuindo-os nos sete anos de escassez.
  • Administração na Prisão: Mesmo preso, ganhou confiança do carcereiro-mor, gerenciando a rotina e os outros presos.
  • Características de Liderança: Reconhecido por sua inteligência, ética, resiliência emocional e capacidade de dialogar com autoridades e o povo.
A história de José é frequentemente citada em contextos modernos como um exemplo de excelência em gestão, planejamento estratégico e liderança ética.


d. Tipológico (prenúncio de Cristo):

José do Egito é um dos tipos bíblicos (prenúncios) mais detalhados de Jesus Cristo, prefigurando-O em sua trajetória de rejeição pelos irmãos, sofrimento injusto, exaltação à mão direita do poder e salvação do seu povo. Assim como José foi vendido por prata e tornou-se salvador do mundo da fome, Jesus foi traído e salvou a humanidade da morte.

Paralelos Tipológicos Principais (José do Egito = Jesus Cristo):
  • Filhos Amados e Rejeitados: José era o filho favorito de Jacó, odiado por seus irmãos; Jesus é o Filho amado do Pai, rejeitado pelos seus.
  • Traição por Prata: José foi vendido por seus irmãos por prata; Jesus foi traído por Judas por trinta moedas de prata.
  • A "Morte" e o Egito: José foi jogado em um poço (símbolo de morte) e depois levado ao Egito; Jesus foi entregue à morte e levado ao Egito quando criança.
  • Falsas Acusações: José foi falsamente acusado pela esposa de Potifar; Jesus sofreu falsos testemunhos.
  • Exaltação pós-Sofrimento: José saiu da prisão para governar todo o Egito; Jesus ressuscitou e foi exaltado à destra de Deus.
  • Salvador do Povo: José armazenou pão para salvar o mundo da fome; Jesus é o "Pão Vivo" que desceu do céu para dar vida eterna.
  • Perdão aos Ofensores: José perdoou seus irmãos que o traíram; Jesus intercedeu por seus algozes na cruz.
  • Idade de Início do Ministério: José começou a governar o Egito aos 30 anos; Jesus iniciou seu ministério público com cerca de 30 anos.
José foi o instrumento de Deus para preservar a linhagem de Israel, garantindo que o Messias (Jesus) pudesse nascer, tornando sua vida um espelho profético do redentor.

e. Modelo ético e espiritual:

José do Egito é um modelo ético e espiritual de integridade, resiliência e perdão. Vendido como escravo e preso injustamente, manteve sua fé inabalável em Deus, transformando adversidades em oportunidades através da sabedoria e administração. Sua trajetória ensina a confiar no propósito divino, perdoar traições e servir com excelência.

  1. 1. Modelo Ético (Moral e Caráter):
  • Integridade e Honra: Mesmo diante da tentação da esposa de Potifar, José recusou-se a pecar, honrando a confiança do seu senhor e seu temor a Deus.
  • Perdão e Reconciliação: Em vez de vingar-se de seus irmãos, José escolheu perdoá-los, compreendendo que Deus transformou o mal em bem para preservar vidas.
  • Ética no Trabalho (Excelência): Como administrador na casa de Potifar e posteriormente governador do Egito, demonstrou competência, honestidade e liderança, tornando-se o maior administrador do mundo da época.
  • Humildade: Atribuiu a Deus a capacidade de interpretar os sonhos do Faraó, recusando tomar crédito pessoal pela sabedoria.
  1. 2. Modelo Espiritual (Fé e Propósito):
  • Fé Resiliente: Manteve sua espiritualidade ativa durante anos de escravidão e prisão, acreditando na Providência Divina.
  • Visão de Propósito (Providence): Entendeu sua vida como parte de um plano superior, declarando que, embora seus irmãos o quisessem mal, Deus planejou para o bem (Gênesis 50:20).
  • Sabedoria e Discernimento: Recebeu dons espirituais para interpretar sonhos, utilizando-os não para benefício próprio, mas para salvar nações da fome.
  1. 3. Lições para a Vida Moderna:
A vida de José é uma lição de que o caráter moldado na adversidade produz maturidade espiritual, transformando o sofredor em um agente de bênção e transformação.

José do Egito encerrou sua vida aos 110 anos, consolidado como o governador que salvou o Egito e o povo de Israel da fome. Sua morte (c. 1800 a.C.) marcou o fim da era patriarcal, com seu corpo embalsamado no Egito e a profética ordem de que seus ossos fossem levados para Canaã (Gênesis 50), prefigurando o Êxodo. 
José resumiu sua jornada com: "Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o transformou em bem" (Gn 50:20). Seu último pedido de que seus ossos fossem trasladados (confirmado em Êxodo 13:19) demonstrou fé na promessa de Deus de retornar à Terra Prometida, recusando-se a fazer do Egito um lar permanente.Diferente dos patriarcas anteriores, José foi embalsamado à moda egípcia e colocado em um caixão, demonstrando alto status e a influência de sua posição como Zafenate-Paneia.
José viveu como um egípcio, mas manteve sua identidade hebreia, garantindo que sua família fosse preservada em Gósen. A morte de José fecha o livro de Gênesis e prepara o terreno para a escravidão relatada em Êxodo, evidenciando a transição de um clã familiar para uma nação. Seus filhos, Efraim e Manassés, consolidaram-se como tribos importantes, herdando sua posição privilegiada. A fé de José fortaleceu a nação de Israel durante os anos de servidão.
Em suma, a morte de José foi o fechamento de um ciclo de preservação da aliança abraâmica através da providência divina, unindo a fé em Deus com a ação responsável em terras estrangeiras.

Fim!
(a) Pastor JOÃO AMILTON DE ANUNCIAÇÃO, Presidente da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Madureira em Palmeira das Missões, Teólogo, Psicopedagogo, Policial Civil Aposentado, Membro da Junta Conciliadora da CONEMAD-RS e Youtuber.


Fontes:

A vida e obra de José do Egito estão detalhadas principalmente no livro bíblico de Gênesis, capítulos 37 a 50. Fontes confiáveis na internet incluem a Bíblia Online, sites de teologia (como Teologia do Trabalho e Bible Gateway), além de obras de autores como Hernandes Dias Lopes ("José: Príncipe do Egito") e Ellen G. White ("Patriarcas e Profetas").

Casa Publicadora Brasileira, aqui estão as principais fontes organizadas:

1. Bíblia e Fontes Primárias (Online)Gênesis 37-50 (Bíblia Online): O texto bíblico é a fonte principal, cobrindo desde a túnica de José, escravidão, prisão, interpretação dos sonhos de Faraó até se tornar governador.
Sociedade de Arqueologia Bíblica: Oferece contexto histórico e arqueológico sobre o período em que José viveu no Egito.
Estudos Bíblicos no Scribe: Documentos estruturados sobre as quatro fases da vida de José (sonhos, tribulações, fidelidade, governança).

2. Livros e Literatura Relevante "José: Príncipe do Egito" – Hernandes Dias Lopes (Hagnos): Analisa a trajetória de José focada na soberania de Deus e resiliência.
"Patriarcas e Profetas" – Ellen G. White (CPB): Oferece um relato narrativo detalhado de sua infância à velhice.
"José e o Evangelho: Lendo uma história antiga de um jeito novo" – Voddie Baucham (Amazon): Abordagem cristocêntrica da vida de José.
"José e os Seus Irmãos" – Thomas Mann: Clássico da literatura (teor de romance histórico).

3. Estudos Temáticos e Artigos (Web) Teologia do Trabalho: Analisa a gestão de José no Egito (administração da crise alimentar).
eBiografia: Resumo biográfico completo sobre José, filho de Jacó e Raquel.
Minha Biblioteca Católica: Análise da trajetória focada no perdão e providência divina.

4. Conteúdo Audiovisual (Estudos) "A HISTÓRIA DE JOSÉ | Estudo Bíblico": Análise em vídeo sobre os 6 sonhos e o contexto da aliança de José.
Canal Logos Sermons: Esboços de sermões focados no perdão de José aos irmãos.

Dica: Para um estudo aprofundado, recomendo usar a ferramenta de estudos do Logos Bible Software que cruza os sonhos de José com passagens Bíblicas.

José do Egito - Estudo 1

JOSÉ DO EGITO 
Estudo 1



JOSÉ ASSUME O GOVERNO DO EGITO
FATO HISTÓRICO


JOSÉ, aos 30 anos, após interpretar corretamente os sonhos do Faraó sobre sete anos de abundância seguidos por sete de fome, foi elevado a governador (vizir) de todo o Egito, tornando-se a autoridade máxima abaixo apenas do Faraó. Recebeu o anel de selar, vestes de linho fino, um colar de ouro e a missão de administrar o armazenamento de grãos.
O Relato Histórico, Baseado no Livro de Gênesis, sobre a nomeação: Após interpretar os sonhos das sete vacas gordas e magras e das espigas, JOSÉ demonstrou sabedoria e propôs um plano de contingência para a escassez. Impressionado, o Faraó declarou: "Não há ninguém tão criterioso e sábio como você".
Autoridade Concedida: O Faraó oficializou José como governador, dando-lhe autoridade sobre o palácio e todo o povo. Ele recebeu o nome egípcio de Zafenate-Panéia (que pode significar "descobridor de coisas ocultas" ou "o sustento da vida").
Símbolos de Poder: O Faraó tirou o anel de seu dedo e o colocou na mão de José, vestiu-o com roupas de linho fino e colocou um colar de ouro no seu pescoço.
Casamento e Família: Faraó casou José com Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, consolidando sua posição na nobreza egípcia.
A Gestão: José percorreu toda a terra do Egito, recolhendo e armazenando grãos durante os anos de fartura, preparando o país para a severa fome que se seguiu. Essa ascensão de prisioneiro a governante foi vista como um plano divino para salvar o Egito e a própria família de José da fome


1. CONTEXTO HISTÓRICO

Período provável: c. 1890–1870 a.C. 
Período egípcio: Final da XII Dinastia ou início do Segundo Período Intermediário.
Possível faraó: Alguns estudiosos sugerem reinado próximo ao de Amenemhat III (hipótese acadêmica, não consenso).
Região: Egito Antigo, especialmente a região do delta do Nilo.


2. A TRAJETÓRIA ATÉ O GOVERNO

Vendido como escravo - Gênesis 37:28. José tinha 17 anos quando foi vendido. Nome hebraico: יוֹסֵף (Yôsēf). Significado: "Ele acrescentará" (Gn 30:24).
Na casa de Potifar - Gênesis 39:1
Nome egípcio: Potifar (egípcio provável: Pa-di-pa-Ra). Significado: "Aquele que foi dado por Rá". Potifar era: Oficial de Faraó, Capitão da guarda.
Prisão injusta - Gênesis 39:20.
José interpreta sonhos: Gênesis 40.


3. O SONHO DE FARAÓ E A EXALTAÇÃO

Palavra de Deus, em Gênesis 41:1–7 - Dois sonhos:
- 7 vacas gordas / 7 vacas magras
- 7 espigas cheias / 7 espigas murchas
Interpretação: 7 anos de fartura e 7 anos de fome.


4. A PROMOÇÃO AO GOVERNO

Palavra de Deus, em Gênesis 41:39-41
“Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo...”

José tinha em Gênesis 41:46, 30 anos quando assumiu o governo.


5. NOME EGÍPCIO DE JOSÉ

Em Gênesis 41:45, Faraó lhe deu o nome: Zafenate-Paneia. Em Hebraico: צָפְנַת פַּעְנֵחַ (Tsafenat Paneach). Possíveis significados: "Deus fala e vive" ou "Revelador de mistérios" ou ainda "O Deus fala e ele vive".


6. ESPOSA DE JOSÉ

Em Gênesis 41:45, Nome: Asenate (egípcio: Asenet), significado: "Pertencente à deusa Noite". Pai dela: Potífera (Poti-Phera), Sacerdote de Om (Heliópolis). Heliópolis era centro do culto ao deus Rá.


7. POSIÇÃO ADMINISTRATIVA

José tornou-se: Governador do Egito, Administrador supremo, Segundo após Faraó.
José recebeu: Anel real (autoridade), Colar de ouro, Carruagem oficial e vestes de linho fino. Gênesis 41:42-43. Título equivalente moderno: Primeiro-Ministro ou Vizir do Egito.


8. TEOLOGIA DA EXALTAÇÃO

Princípios espirituais:
1. Deus transforma rejeição em propósito, conforme Gênesis 50,20: “Vós intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem.”
2. Fidelidade precede exaltação. Fiel como escravo, Fiel como prisioneiro, Fiel como governador.
3. Deus governa sobre as nações. José, hebreu, governando o Egito mostra: A soberania de Deus sobre impérios.


9. CRONOLOGIA RESUMIDA

A idade de José,   data aproximadamente quando vendido com 17 anos de idade, em 1898 a.C.
José assume o governo egípcio aos 30 anos em 1885 a.C.
Quando encontrou com os irmãos tinha 39 anos Durante a fome em Canaã e a sua morte com 110 anos em  1805 a.C., 📖 Gênesis 50:26.


10. TIPOS PROFÉTICOS (Cristologia)

José como tipo de Cristo:

- José foi rejeitado pelos irmãos, como Jesus rejeitado por Israel;
- José foi vendido por prata e Jesus foi vendido por 30 moedas;
- José sofreu injustamente, assim como Jesus também sofreu sem pecado;
- Exaltado ao governo Exaltado à destra do Pai
- José salvou sua família da fome e Jesus salvou a humanidade da morte espiritual.


11. SIGNIFICADO ESPIRITUAL

Tema: "Do Poço ao Palácio — O Processo da Exaltação"
Estrutura: O Poço (Rejeição)
A Casa de Potifar (Provação moral)
A Prisão (Silêncio de Deus)
O Palácio (Exaltação divina)
Base: Gênesis 41:41.

CONCLUSÃO:

A nomeação de José transformou um escravo estrangeiro injustiçado no homem mais poderoso da nação, demonstrando uma virada baseada na providência, sabedoria e integridade. Ele não apenas salvou o Egito da fome, mas também preservou sua própria família, cumprindo um propósito divino que reverteu o mal em bem. A história destaca que sua fidelidade no pouco (na casa de Potifar e na prisão) o preparou para governar o muito.

Fim!

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ANO 2025/2026

ASSOCIAÇÃO CASA DA SOPA DE IRAÍ

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ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA PALMEIRA DAS MISSÕES

ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA PALMEIRA DAS MISSÕES
Fotografia tirada no dia 24 de janeiro de 2004, por ocasião da Congregação Palmeira das Missões pertencente ao Campo de Cruz Alta, pela presidente da época do Pastor ANTÔNIO CARLOS RODRIGUES DOS SANTOS CAMPOS.inistério de Madureira em Palmeira das Missões

PÓRTICO NORTE DA ENTRADA DE PALMEIRA DAS MISSÕES

PÓRTICO NORTE DA ENTRADA DE PALMEIRA DAS MISSÕES
A cidade de Palmeira das Missões, esta localizada na Região Norte do Estado do Rio Grande do Sul, conhecida como a Capital da Erva Mate. Entre os episódios ocorridos no antigo município de Palmeira das Missões durante a Revolução Federalista de 1893, tem particular interesse o morticínio do Distrito de Boi Preto, um dos maiores da luta que, só encontra paralelo no genocídio da Mangueira de Pedra (Rio Negro, Bagé), que o precedeu e, segundo voz corrente, foi ainda maior. Afirma-se que naquela cidade da Fronteira Sul, os sacrificados por Adão de La Torre (e outros) somaram 410, enquanto na hecatombe serrana , conforme telegrama do comandante do massacre Firmino de Paula ao Presidente Júlio de Castilhos, atingiram 370. Formação Administrativa do município de Palmeira das Missões, cuja sede pertencia ao antigo 3.º Distrito do município de Cruz Alta, foi criado por força da Lei Provincial nº 928, de 6 de maio de 1874, com território desmembrado dos municípios de Cruz Alta e de Passo Fundo, se instalando definitivamente no 7 de abril do ano seguinte.