MINHA QUERIDA MÃEZINHA!
Pareço estar acordando de uma noite conturbada, e meus pés vão tocando lentamente o chão, me trazendo de volta à realidade.
Queria eu ter acordado, como de costume, bem cedo ontem pela manhã. Mas não. Acordar lutando contra o tempo não foi fácil. Não fui rápido o bastante.
É curioso como, justamente quando mais precisamos que tudo esteja perto, é quando tudo parece ficar ainda mais longe.
Eu até cheguei onde deveria estar, mas não a tempo de ter uma última chance de olhar nos teus olhos. Hoje eu disse à Mônica: eu só queria ter olhado nos olhos da minha mãe uma última vez e dito: “Mãe, eu te amo. Pode descansar.”
Mas Deus ainda me permitiu abraçar quem cuidou da senhora como um verdadeiro homem de valor. Um homem que se doou todos os dias para estar ao teu lado, te acompanhar, te apoiar e te amar. Que encontro Deus preparou para vocês dois, há mais de trinta anos. Que privilégio foi testemunhar esse amor, Mãe.
E que sorte o Gabriel, o Guilherme e eu tivemos por sermos frutos dessa união, desse companheirismo e desse amor.
Abraçar o homem que nos ensinou a sermos homens e vê-lo ali, firme e forte diante de uma dor tão grande, só me fez perceber o quanto a senhora foi amada e bem cuidada durante toda a vida.
Mesmo com toda a dor, com toda a saudade e com esse vazio estranho que agora mora no peito, hoje eu só quero agradecer.
Obrigado pela vida. Obrigado por me gerar, me criar e cuidar de mim com tanto amor. Obrigado pela nossa família. Obrigado por nos ensinar o verdadeiro significado de amar os nossos.
Obrigado por todas as vezes em que a senhora foi meu porto seguro, meu lugar de retorno e acolhimento.
Obrigado por ser a “Bobó”. Obrigado por ser a “Vó Maieia”. Obrigado por existir de tantas formas diferentes na vida de cada um de nós.
Obrigado por ter sido a melhor mãe, a melhor esposa, a melhor avó e uma amiga para todas as horas.
Hoje, escrever o quanto eu te amo é o mínimo que posso fazer.
Meu coração será para sempre a casa das tuas lembranças, das tuas palavras, dos teus conselhos e dos momentos que tivemos juntos.
Tive o privilégio de compartilhar quase trinta e cinco anos da minha vida contigo. Pela minha vontade, seriam muitos e muitos outros. Mas Deus conhece o tempo de todas as coisas. Foi da vontade Dele nos conceder essa caminhada ao teu lado, e também foi da vontade Dele te chamar de volta.
Mãe, eu vou te guardar comigo todos os dias da minha vida.
Meus filhos, meus netos e todas as gerações que vierem depois de mim saberão da grande mulher que eu tive a honra de chamar de mãe.
E posso dizer isso em nome de todos nós.
Do Pai, nosso herói e nosso maior exemplo.
Do Guilherme, que, segundo a senhora, era o mais atencioso e cuidadoso.
Do Gabriel... que é o Gabriel, né? O eterno bebê da casa.
Da Mônica, tua nora, que, segundo o Pai, era tua
"puxa-saco"
Da Júlia, que chegou para somar à nossa família.
Do Benjamin, que adorava tirar o Vô da cama para dormir contigo.
Do Bernardo, que sempre fazia questão de ir à tua casa.
Do Otávio, que para sempre vai chamar a senhora de "Vó Maieia"
E de mim, Gustavo, teu primogênito. Aquele que a senhora sempre chamava para ajudar a resolver as coisas e cuidar dos guris.
Obrigado por tudo, Mãe.
Eu te amo desde o dia em que aprendi o que era amor.
E vou continuar te amando até o último dia da minha vida.
Porque o amor que um filho sente pela sua mãe não termina com a despedida.
Ele apenas aprende a sentir saudade.
Eu te amo demais.
E vou te amar para sempre.
(a) Gustavo Cabreira de Anunciação, primogênito.
e gerar, me




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